Categorias
TV vídeo

Tivo no Brasil

Será que o Sky+ ainda chega lá?

Quantas pessoas são aficcionadas por TV por assinatura, mas não conseguem assistir a seus programas preferidos devido a alguma incompatibilidade de horários? Quem não perdeu a estréia ou o final de uma série idolatrada, devido a um compromisso de última hora? Há alguns anos estas pessoas sonham com a disponibilidade do Tivo em terras brasileiras. O – Tivo – é um sistema de gravação digital automática de programas de TV, muito utilizado nos EUA. Também conhecido como gravador de vídeo digital (DVR – Digital Video Recorder) ou ainda “gravador de vídeo pessoal” (PVR – Personal Video Recorder). Explicando de uma maneira bem simples: o Tivo é um decodificador de TV por assinatura, compatível com sistemas de cabo e satélite, e que possui um software e um hard disk interno, permitindo a gravação digital de programas. Trata-se de uma caixa – na verdade um pequeno computador simplificado – capaz de gravar, armazenar e tocar vídeo digital. Um sonho de consumo para os amantes da boa TV. Mas, após vários contatos com a Tivo , ficamos sabendo que eles não têm plano algum de aportar no Brasil, segundo eles “…porque acreditamos que não há mercado para este sistema no Brasil”.

Por outro lado, há tempos existe um sistema semelhante ao Tivo , com alguns recursos a menos, mas que atende muito bem às principais necessidades de quem gosta de TV por assinatura. Trata-se do sistema Sky+. Semelhante ao Tivo , o Sky+ é um decodificador de TV digital via satélite, acoplado a um sistema de gravação em hard disk. O sistema é compatível com a TV por assinatura Sky , a qual se uniu no ano passado com a DiretcTV. O problema é que o sistema Sky+ tinha, até algum tempo atrás, um custo muito proibitivo para o mercado doméstico Brasileiro. No ano passado, um decodificador Sky+ com capacidade inicial para 50 horas de gravação, custava algo em torno de R$ 1.500,00 , à vista. Isso sempre fez com que a sua abrangência fosse muito restrita, e que o produto fosse praticamente desconhecido até mesmo pelos assinantes da Sky.

A boa notícia é que, desde o início do mês de julho, o sistema Sky+ sofreu uma queda significativa de preços, beneficiada pela redução dos impostos sobre equipamentos de telemática e pela quada do Dólar. O equipamento está disponível diretamente na Sky por R$ 399,00 em 10 vezes, para os assinantes atuais. Além disso, o equipamento passou por uma atualização significativa e agora armazena 100 horas de programas. O sistema é muito simples e intuitivo de ser utilizado, e toda a programação e o uso é feito por um controle remoto simplificado. Mas, não pense em algo como as antigas programações dos antigos videocassetes. Tudo é orientado na tela da TV. É possível programas gravações por horário, usar uma “pausa ao vivo” e retroceder ou avançar a imagens, dentre diversos outros recursos.
Isso sem falar que é possível a assistir a um canal e gravar outro, ao mesmo tempo, ou mesmo gravar dois canais simultâneamente. É algo genial para quem aprecia TV por assinatura.

A má notícia é que não é muito fácil falar com o atendimento da Sky. O telefone 4004-1001 demora uma eternidade para te colocar em contato com um humano. Nas vezes em que tentamos contato, a espera chegou a ser em torno de 20 a 30 minutos. Mas, depois que se consegue falar com um atendente, o atendimento é muito bom.

Tivo HD

Infelizmente o Sky+ não tem um recurso fantástico que o Tivo possui: a programação à distância. No Sky+ você precisa estar na sua TV, com o controle remoto na mão, para reservar ou programar a gravação. No Tivo você acessa uma página Web com uma senha, que permite que, através da Internet, você solicite a gravação de um programa mesmo estando a centenas de quilômetros do seu televisor. Isso sem falar na interface wireless… Mas creio que o Sky+ , filhote do Tivo , ainda chega lá. Uma excelente opção, enquanto o Tivo não vem. Se é que vem.

Categorias
banda larga

Sky e Direct TV juntas. Enfim, a fusão. Monopólio a vista.

TV por assinatura via satélite Sky e DirectTV.

Plínio de Aguiar Júnior, presidente substituto da Anatel, divulgou que a agência (Agência Nacional de Telecomunicações) aprovou parecer favorável à fusão das operadoras de TV por assinatura via satélite Sky e DirectTV, Estas duas principais empresas do setor detêm cerca de 95% do mercado.
Pelo acordo de fusão, os 425 mil assinantes da DirectTV passarão para SKY, que atualmente já possui 829 mil assinantes.
O CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) deverá ainda analisar a fusão para avaliar se a união não fere normas da concorrência.
Nos próximos dias, a ANATAEL dará mais detalhes da operação, mas sabe-se que a agência recomendou ao CADE que conselho que imponha condições para a formalização do processo para evitar a exclusividade dos canais. Entre as restrições que foram sugeridas estão o fim da exclusividade de programação e regras para evitar aumentos abusivos de preço.
No entanto, o CADE não é obrigado a seguir as recomendações da Anatel.
O processo de fusão começou em 2003, quando a News Corp adquiriu 34% das ações da DirecTV dos EUA. Com isso, passou a ter participação indireta na DirectTV no país.
Antecipando-se ao anúncio de fusão no Brasil, a NEO TV (grupo de 51 operadoras de TVs pagas) entrou com pedido de medida cautelar no CADE, e em abril de 2004 fechou um acordo com Sky e DirecTV, no qual elas se comprometeram a seguir em operações separadas até o julgamento final da medida cautelar.
Em maio deste ano, o Grupo Bandeirantes de Comunicação recorreu ao Cade justificando que a fusão cria um monopólio.
A Neo TV, que é contra os contratos de exclusividade, afirmou que não irá se posicionar até ler o documento da ANATEL. Sky e DirecTV ainda não se posicionaram oficialmente sobre o assunto.